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Propriocepção

16 de junho de 2020

Vocês já nos ouviram dizer sobre a importância dos sistemas sensoriais e para o desenvolvimento infantil global. Neste texto vamos contar um pouco o que é Propriocepção e qual a importância desse sistema  no desenvolvimento global das crianças.

Vocês já devem ter visto criança pequena “usando”, vivenciando sensações proprioceptivas, mas provavelmente desconheciam esse termo. Propriocepção, ou Sistema Proprioceptivo, é a informação sensorial recebida nos nossos músculos, tendões, ligamentos e articulações e que promove, sobretudo, noções da postura do corpo no espaço e consciência corporal. “Onde estamos no estamos” e “este é o meu corpo”, são sensações que a Propriocepção produz. É a propriocepção que torna possível que uma pessoa guie sua perna ou  braço, com habilidade ajustando automaticamente seus movimentos no espaço sem ter de observar cada ação motora. Quando a propriocepção está funcionando de forma eficaz, a posição do corpo de um indivíduo é ajustada automaticamente para evitar que caia de uma cadeira por exemplo. Você não precisa olhar exatamente para o assento da cadeira e a posição do seu corpo para sentar-se com segurança. Seu cérebro recebe essa informação rapidamente e, caso você perceba que se sentou na pontinha da cadeira, imediatamente faz um ajuste no quadril ou uma reação nos pés e consegue arrumar a postura para não cair. Essa sensação de percepção do corpo que sentou “errado” e os ajustes que se seguem é responsabilidade do seu sistema proprioceptivo.

A propriocepção também permite que, junto com o sistema tátil, a mão manipule objetos tais como lápis, botões, colheres, escovas, entre outros. Quando usamos nossos talheres ou copo por exemplo, não precisamos olhar especificamente para esses instrumentos ou pensar na quantidade de força que devemos usar para saber como o pegamos e o que fazemos com eles…os movimentos acontecem de forma automática e harmoniosa…Descer da calçada ou de pequenos degraus de modo sincronizado e coordenado também é conseqüência da propriocepção eficiente.

Algumas crianças podem ter dificuldades no desenvolvimento do processamento sensorial e aqui no nosso site temos falamos um pouco sobre esse assunto. Assim como os comportamentos de “reatividade”, isto é, sobre as dificuldades de perceber e discriminar sensações táteis, as nossas crianças podem ter dificuldade em processar informações proprioceptivas e com isso, prejuízos no desenvolvimento das noções do corpo no espaço, na graduação dos seus movimentos ou planejar as ações do seu corpo. Muitas vezes, ao observar crianças pequenas com alterações ou atrasos no processamento sensorial e que implica no sistema proprioceptivo podem parecer crianças “atrapalhadas”, “descoordenadas” e que gostam de buscar a sensação de força. Podem gostar de pular muito, correr….mas ainda assim temos as crianças com disfunções no processamento sensorial que podem se mostrar pouco ativas no espaço, inseguras, passivas em relação aos desafios motores do ambiente e que “exploram pouco” atividades que favorecem a propriocepção.

Se pensarmos na imagem de um parquinho de crianças pequenas, elas geralmente estão agitadas, falantes, felizes, subindo, descendo e enfrentando os desafios motores e sensoriais que esse ambiente rico em experiências lhes proporciona. Entretanto, podemos observar também crianças que estão mais agitadas do que as outras, muitas vezes colocando sua segurança em risco ou de outras crianças, pois as sensações de subir, escalar, pular, empurrar, puxar, dão muito prazer à elas e precisam dessas informações sensoriais de forma exacerbada para conseguir “perceber” seu corpo no espaço. Esse pode ser o retrato de uma criança com atrasos no desenvolvimento do processamento sensorial. Por outro lado, também pode-se observar crianças com essa mesma questão, mas que o seu perfil é o oposto: por causa da sua dificuldade em se perceber no espaço, saber da capacidade e possibilidades de movimentos que seu corpo é capaz de fazer, ou por uma constituição corporal com baixo tônus, essas crianças mostram-se mais passivas nesses ambientes,  podem tropeçar e cair “sem motivos”, são desajeitadas para ultrapassar obstáculos e podem inclusive se machucar quando se arriscam nas brincadeiras com mais movimento.

E por que é importante sabermos disso e conhecer os mecanismos do Sistema Proprioceptivo? Porque quando temos consciência de como nosso corpo se desenvolve podemos proporcionar experiências e vivências que serão necessárias para a criança ao longo da vida. Poder caminhar na rua, subir e descer a calçada, usar ferramentas, interagir socialmente com outras crianças em brincadeiras de bola, de corda, no parque, vestir-se, comer, etc…. dependem da integridade na atuação da Propriocepção em conjunto com os demais sistemas sensoriais.

Além dos parques e das experiências do corpo no espaço que podemos proporcionar o desenvolvimento da propriocepção, as atividades que possam envolver força e resistência também são efetivas. Por exemplo, carregar ou puxar uma caixa cheia de brinquedos, ajudar a mãe a carregar uma sacola do supermercado, fazer desenhos grandes no chão de joelhos, brincar de pular ou puxar com cordas, ajudar a mãe a arrumar a casa arrastando cadeiras e mesinhas. A mandíbula é também um local do corpo enriquecido de receptores proprioceptivos. Por isso, mordedores são benéficos, assim como os alimentos duros e crocantes como cenoura crua, torradas, maçã, pipoca, etc.

O sistema proprioceptivo também é uma via sensorial muito potente de regulação do comportamento. Isto é, crianças que apresentam hiper-reatividade ao tato por exemplo, ou ao movimento, podem ser utilizar (seu cérebro dá preferência) às informações proprioceptivas como oferta de consolo, conforto e auto-regulação.

As atividades do dia a dia são ricas em sensações, inclusive proprioceptiva e que contribuem para o desenvolvimento saudável da percepção corporal. Caso você encontre sinais de dificuldades no seu filho em relação a autonomia nas atividades do dia a dia, na sua relação com os obstáculos, desafios do ambiente como no parque, nas brincadeiras com outras crianças ou demais atividades, converse com seu pediatra sobre a possibilidade de uma avaliação com terapeuta ocupacional com especialidade em Integração Sensorial de Ayres.

 

Use nossos canais de comunicação no site para aprender mais sobre esse assunto e outros referentes ao Desenvolvimento Infantil. Deixe sua dúvida, mensagem ou sugestão. Estamos sempre à disposição para ajuda-los.

 

Forte abraço,

Ana Luiza Andreotti

 

 

 

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